SUS amplia tratamento de fibromialgia com novas diretrizes do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde anunciou neste mês um conjunto de novas diretrizes para ampliar o tratamento da fibromialgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na melhora da qualidade de vida das pessoas que convivem com a síndrome. A fibromialgia é uma condição crônica caracterizada por dor difusa pelo corpo, fadiga, distúrbios do sono e alterações cognitivas, que afeta entre 2,5% e 5% da população brasileira, sobretudo mulheres entre 30 e 50 anos. As medidas buscam ampliar o atendimento qualificado e reforçar a importância de uma abordagem multidisciplinar no atendimento público.
Entre as principais mudanças está a capacitação de profissionais de saúde na rede pública para o diagnóstico e manejo da doença, bem como a promoção de atendimento que integra fisioterapia, apoio psicológico, terapia ocupacional e atividade física, reconhecendo que o cuidado com fibromialgia vai além do uso exclusivo de medicamentos. Especialistas ressaltam que estratégias não farmacológicas, aliadas ao suporte clínico adequado, podem contribuir para uma melhora mais consistente dos sintomas e da funcionalidade dos pacientes.
A iniciativa complementa a Lei 15.176/2025, que passou a reconhecer oficialmente a fibromialgia como condição passível de ser classificada como deficiência no Brasil, assegurando direitos e benefícios legais desde janeiro de 2026. Além de ampliar o tratamento no SUS, a lei prevê ações integradas de capacitação profissional, disseminação de informações sobre a doença e estímulo à pesquisa científica, ampliando a visibilidade e a assistência a quem vive com a síndrome.