Dólar sobe e petróleo dispara com ataque militar ao Irã; entenda

Em um primeiro dia útil após a ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, os mercados financeiros internacionais registraram forte reação à escalada geopolítica. O preço do barril de petróleo tipo Brent, referência global, subiu perto de US$ 79, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) também apresentou alta significativa, refletindo temores de interrupções no fornecimento de energia em um dos principais pontos logísticos do mundo, o Estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, o dólar interrompeu sequência de quedas, fortalecendo-se diante de outras moedas, em meio a movimentos de busca por ativos considerados mais seguros pelos investidores.
A disparada nos preços do petróleo ocorre em um contexto de preocupações com a logística de transporte da commodity: cerca de 20% da produção mundial passa pelo Estreito de Ormuz, cuja operação foi prejudicada pela intensificação dos combates na região. Com o risco de queda na oferta, investidores passaram a incorporar um maior prêmio de risco nas cotações do óleo bruto, levando o Brent e o WTI a altos níveis não observados desde o início do ano. Especialistas de mercado alertam que, se as tensões persistirem, o valor do barril pode continuar pressionado para cima, com impacto direto nos custos de energia e nos preços de combustíveis nos países importadores.
A reação nos mercados de câmbio e ações também foi marcante: o dólar se valorizou frente a moedas de mercados emergentes, interrompendo uma tendência de queda recente, enquanto bolsas de valores registraram quedas em resposta ao aumento da aversão ao risco global. A combinação de petróleo mais caro e maior volatilidade cambial tende a pressionar cenários inflacionários e expectativas de política monetária nos principais países, desafiando formuladores de política econômica a ajustar previsões e respostas diante do novo quadro internacional.