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Receita Federal faz alerta sobre cartão de crédito e novas diretrizes

uso do cartão de crédito passou a ter um peso cada vez maior na fiscalização da Receita Federal, especialmente diante da expansão dos pagamentos digitais no Brasil.

Com sistemas mais sofisticados de cruzamento de dados, movimentações financeiras consideradas relevantes já chegam automaticamente ao Fisco, elevando o risco de inconsistências entre renda declarada e padrão de consumo.

Na prática, o cartão deixou de ser apenas um meio de pagamento e passou a funcionar como um termômetro fiscal, usado para identificar possíveis casos de sonegação, omissão de renda ou acréscimo patrimonial sem lastro.

 periodicamente à Receita Federal movimentações que ultrapassam valores estabelecidos em normas específicas. Esses dados não são analisados de forma isolada: eles são cruzados com informações da declaração de Imposto de Renda, rendimentos informados por empregadores, notas fiscais e outras bases oficiais.

Quando os gastos registrados nas faturas indicam um nível de consumo incompatível com a renda declarada, o contribuinte pode ser retido na malha fina e chamado a explicar a origem dos recursos utilizados.

O reforço no monitoramento acompanha a mudança no comportamento financeiro da população. Com menos uso de dinheiro em espécie e maior adesão a cartões, PIX e transferências, praticamente todas as transações deixam rastros digitais.

Esse cenário permite ao Fisco identificar padrões suspeitos, como:

  • despesas elevadas recorrentes;
  • pagamentos frequentes de contas de terceiros;
  • movimentações incompatíveis com a renda formal.
  • Compras pontuais e de baixo valor não são o foco da Receita, a menos que façam parte de um conjunto maior de incoerências fiscais