Rádio Web Ferraz

Últimas notícias

Depois de fala de Jerônimo, Wagner luta por Geraldo Jr. enquanto Rui trabalha por Carletto para vice

 

Imagem de Depois de fala de Jerônimo, Wagner luta por Geraldo Jr. enquanto Rui trabalha por Carletto para vice

Jaques Wagner, Jerônimo Rodrigues e Rui Costa

Convencidos de que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) falou a verdade quando disse que o nome do vice em sua chapa à sucessão estadual não está definido, anulando anúncio feito depois do Carnaval pelo senador Jaques Wagner (PSD), o Avante e o PSD passaram a pressionar para indicar um de seus quadros à vaga. Tratam-se dos dois partidos mais importantes da base governista, depois do PT.

Assim como Jerônimo, representantes das duas legendas acreditam que é uma temeridade manter o vice-governador Geraldo Jr. (MDB) como candidato, uma vez que ele já demonstrou não ter capacidade de agregar nada eleitoralmente ao grupo, ainda mais numa chapa que perdeu a representatividade no momento em que ficou decidido que três das suas quatro vagas serão ocupadas por petistas.

No PSD, alguns deputados acreditam que o melhor nome para substituir Geraldo Jr. é o da presidente da Assembleia Legislativa, a deputada estadual Ivana Bastos, que já avisou, no entanto, que é mulher de 'cumprir missão', o que significa que só vai avançar o sinal no sentido de impor sua candidatura se contar com o aval do presidente do partido, o senador Otto Alencar.

Otto, por outro lado, tem se mantido reticente em relação à indicação do vice em agradecimento à nomeação de seu filho, o ex-deputado federal Otto Alencar Filho, ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Por este motivo, a pressão maior tem emergido basicamente do Avante, partido comandado informalmente na Bahia pelo ministro Rui Costa (Casa Civil).

Rui gostaria de emplacar na vice o presidente da legenda no Estado, o ex-deputado Ronaldo Carletto, que é também seu amigo pessoal, mas enfrenta a resistência de Wagner, que tentou bloquear o movimento do ministro ao antecipar o anúncio da chapa com o nome de Geraldo Jr. durante uma viagem do governador ao exterior, iniciativa que foi repelida por Jerônimo ao voltar à Bahia.

Carletto, por sua vez, não enfrentaria oposição de Otto por causa de relações familiares com ele. O problema tem sido o MDB, onde já se chegou a discutir nomes alternativos ao de Geraldo Jr., mas teme-se uma disputa que leve à perda do espaço da sigla na chapa. Entre os interesses de Wagner e de Rui, Jerônimo movimenta-se preocupado em atrair para a chapa alguém que efetivamente o ajude a ganhar a eleição.

Ele já teria admitido que, apesar do apreço pessoal pelo vice, sabe que Geraldo Jr. perdeu relações importantes que o ajudaram na campanha de 2022 e não conseguirá contribuir com sua reeleição. Por isso, busca alguém que efetivamente possa cumprir esse papel, algo que em última instância pode ser exercido por Carletto - além de rico, o presidente do Avante tem estrutura importante que pode ser empregada na campanha. 

Neste período, também entraram no radar do governador o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União), e o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), duas figuras hoje próximas do candidato do União Brasil ao governo, ACM Neto, e que têm evitado anunciar publicamente de que lado ficarão na campanha.

O medo de que o MDB perca a vaga de vice teria levado o presidente do partido na Bahia, Geddel Vieira Lima, a utilizar hoje suas redes sociais para dizer que torcia pela reeleição de Wagner e elogiar explicitamente o senador Angelo Coronel (PSD), que rompeu com o governo e hoje apóia a candidatura de ACM Neto (União Brasil) à sucessão estadual, demonstrando distanciamento de Rui. “Esse vai dar trabalho. Gosto dele”, disse Geddel, referindo-se a Coronel e provocando Rui.