Novo vice de Jerônimo entre Coronel e Carletto, o 'comprador' da Bahia, os 'guerreiros' de Neto e o machismo de Rui Costa
Coronel ou Carletto
Não é apenas a exclusão de Angelo Coronel (PSD) da chapa de Jerônimo Rodrigues (PT) que é dada como fato consumado no grupo governista. A saída de Geraldo Jr. (MDB) da vice também já está precificada. A vaga será ofertada, como compensação para que ele não deixe a base, primeiro ao grupo de Coronel e, em caso de não haver entendimento, ao Avante do ex-deputado Ronaldo Carletto, para ele mesmo ou para quem queira indicar.Sem pau da barraca
O post em que o senador Jaques Wagner (PT) tratou, há 10 dias, como seu grupo político ele próprio, o governador e o ministro chefe da Casa Civil é considerado o marco da decisão dos petistas de deixarem de fora Angelo Coronel da chapa de Jerônimo, incorporando, pelas mãos do primeiro governador eleito pelo PT baiano, Rui Costa em seu lugar. Antes, o PT se dividia entre a indicação de Wagner ou o ministro para a chapa, com Coronel presente.
Herança petista
Aliados do governo já se articulam para disputar os votos que serão deixados pelo deputado federal Josias Gomes (PT) com a ida do parlamentar para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), mas a principal beneficiária tende a ser a ex-secretária Adélia Pinheiro. Pré-candidata à Câmara, ela tem base no sul da Bahia, onde Josias é forte, e contou com o apoio direto do correligionária na disputa pela Prefeitura de Ilhéus, em 2024.
Entre irmãos
No caso do deputado federal Otto Alencar Filho (PSD), a aposta da família é que o espólio eleitoral fique em casa. O irmão Daniel Alencar será candidato a uma cadeira na Câmara e vai herdar a maior parte dos votos. O suplente Charles Fernandes (PSD) assume o mandato já com as emendas definidas por Ottinho, sem margem para mudanças, o que, na prática, mantém Daniel como principal interlocutor político desse pacote de recursos em 2026.

