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Deputados baianos dizem que não há saída para Agôlo


Deputados baianos dizem que, apesar do parlamentar Luiz Argôlo (SDD) ter muitos amigos, não há quem possa ajudá-lo, de acordo com informações publicadas pelo colunista Levi Vasconcelos. Três fatos sepultam as esperanças: a votação no Conselho de Ética é aberta e no plenário também, e soma-se a tudo isso, a aproximação das eleiões. A única ajuda que o baiano teria viria do calendário. O conselho tem 45 dias para votar o parecer recomendado a cassação ou não. Depois vem o recesso, e somente em julho será discutido o caso.

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar aprovou na última terça-feira (3) o parecer preliminar do deputado Marcos Rogério (PDT-RO), que propôs abertura de processo para investigar as denúncias de quebra de decoro de Argôlo, acusado de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato da Polícia Federal, que investiga lavagem de dinheiro.

O advogado do parlamentar, Aluísio Reges, informou que Argôlo, que se afastou por 15 dias do mandato por meio de licença médica, veio a Brasília nesta terça-feira para ser citado pelo Conselho, o que foi feito.

O parecer foi apresentado com relação a representação do Psol. O deputado já responde a processo apresentado pela Mesa Diretora, que deu parecer pela cassação do mandato. No caso do processo da Mesa, não é necessário o parecer preliminar. As duas representações foram apensadas, mas cada uma delas obedece ao seu próprio ritmo. Portanto, o deputado deverá também ser notificado sobre a decisão do Plenário.

Como Argolo foi notificado pela representação da Mesa, o prazo de 10 dias para apresentação da defesa começa a correr amanhã e termina dia 17 de junho.

Há alguns dias, o Bocão News noticiou que o parlamentar baiano entregou um atestado médico na Casa solicitando 15 dias de afastamento das suas atividades. O pedido foi feito na última quinta-feira (29). Conforme informações obtidas pela nossa reportagem junta à assessoria da Câmara, a solicitação de Argôlo aguarda apenas a homologação da junta médica da Casa, que deverá analisar e autorizar o pedido nos próximos dias. Não há informações dos motivos alegados.

A boa notícia, inclusive que deverá contribuir para melhorar ou não piorar os supostos problemas de saúde do político, é que ele continuará a receber os R$ 26 mil que tem direito todo o mês, mesmo não estando presente no Congresso.

O  último registro de presença de Argôlo na Câmara foi computado na sessão plenária de quinta passada, mesmo dia que deu entrada no pedido de licença. Um dia antes, o seu partido, o Solidariedade, que chegou a ameaçar entrar com uma representação contra Argôlo no Supremo Tribunal Federal, conforme informou o líder Fernando Francischini, o nomeou como representante do partido para participar da discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 092/11) que tratará do ICMS na exportação de bens minerais. Conforme agenda, a Comissão Especial será instalada e o presidente e vice escolhidos na próxima sexta (6).