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MPF quer fim da Aspra e multa milionária para Prisco




O Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA) ajuizou na Justiça uma ação contra a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares no Estado da Bahia (Aspra), seu diretor coordenador-geral, Marco Prisco Machado, e outros dois ex-diretores. Segundo o órgão, a entidade de classe tem caráter paramilitar e, além disso, causou um prejuízo de R$ 15,8 milhões ao Estado que deve ser ressarcido pelos envolvidos.
 
Segundo o MPF, a Aspra “a pretexto de defender os interesses de seus associados, constitui-se verdadeira entidade sindical de militares” ao deflagrar greve geral dos servidores da PM e Bombeiros na Bahia, em janeiro de 2012, resultando na ameaça à segurança pública de todo o estado. Segundo a ação, a Aspra, por meio de seus associados, patrocinou inúmeros atos de vandalismo cometidos durante a greve, como depredação e incêndio a veículos da rede de transporte público municipal e a viaturas. 
 
O estado de insegurança incrementado pelos associados resultou no deslocamento das forças armadas para a Bahia, com um efetivo de 49 militares da aeronáutica e mais de 4 mil militares do exército. A operação custou cerca de R$ 15,8 milhões, em valores atualizados, montante que o MPF quer ver devolvido aos cofres públicos. As denúncias têm como base documento apresentado pelo secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa.