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QUANDO TODA SUA VIDA É DESTRUÍDA PELA A PICADA DE UMA COBRA E LHE BATE UM DESESPERO

Cuidado, olha a cobra...Em geral, quando chega esse aviso já é tarde. Alertada por seus sofisticados aparatos de detecção, a serpente localiza o intruso que a incomoda e reage de forma fulminante. Se não for socorrida imediatamente, a vítima vai morrer.Ninguém sabe direito quantas pessoas morrem. anualmente. na Amazônia, vitimas de picadas de cobra.ATENÇÃO CENAS FORTES LOGO ABAIXO
Certamente são muitas mais do que registram as estatísticas, pois lá a maioria das pessoas não está ligando muito para essas coisas - cobras e estatísticas. Na falta de recursos e conhecimentos, elas criam seus remédios próprios para os venenos dos ofídios, e acreditam que são infalíveis; quando alguém morre, apesar de tudo, debita-se na conta de Deus.
No Brasil, todos os anos setenta mil pessoas são vitimas de picadas de cobras venenosas, conforme estatísticas que não são muito confiáveis. Ainda assim, o número é assustador, principalmente tendo em vista que a esmagadora maioria está no interior do pais. em regiões de difícil acesso, o que dificulta o atendimento rápido que esses casos exigem. Se as pessoas que transitam pelos locais de incidência de cobras venenosas tomassem o cuidado elementar de calçar botas, cairia muito aquela estatística, pois setenta por cento das picadas atingem as pernas, abaixo do joelho.Considerando que essas pessoas em geral não calçam sequer sandálias havaianas, não porque lhes falte gosto por proteger os pés, mas porque falta dinheiro para comprar a proteção mais cara as botas.Texto Roberto Muylaert Tinoco
Quando uma pessoa ou um animal for picado por uma cobra, devemos tomar imediatamente, as seguintes providências: identificar a cobra para dar, o mais rápido possível, o soro adequado; fazer o paciente ficar o mais quieto possível e sem se mexer; resfriar sem interrupção, o membro ou parte afetada, com água fria, água gelada ou, melhor ainda, com gelo. Essas medidas são para fazer com que o veneno leve o maior tempo possível para cair na circulação sanguínea  dando tempo para a aplicação e atuação do soro e para que o organismo também reaja contra ele.Os sintomas de envenenamento variam de acordo com a cobra. Por cascavel ou jararaca, a vítima apresenta tonteiras, perda passageira da visão, convulsões e, às vezes, entra em estado de coma. Aparecem hemorragias e os braços, pernas e nuca vão ficando paralisados, a respiração se modifica, há sangue na urina e a vítima pode deixar de urinar. Nos casos mal tratados, aparece gangrena no local da picada. Quando há queda de temperatura, é o sinal de perigo de vida, mas a morte não vem antes de 12 a 15 horas após o incidente.
Devem ser usados o soro anti-crotálico, para a cascavel, o anti-biotrópico, para as jararacas e o anti-ofídico polivalente, quando a cobra não for identificada. Quando o acidente é causado por surucucu ou surucutinga, o que é raro, porque esta cobra vive nas florestas, deve ser usado o soro anti-ofídico polivalente. Além da grande quantidade, seu veneno age sobre o sangue e os nervos, ao mesmo tempo.Os acidentes por corais são muito raros, porque elas vivem nas matas e apresentam hábitos subterrâneos; não têm presas para inocular o veneno e, por essa razão, precisam ficar mordendo durante algum tempo para que o veneno penetre na vítima, o que dá tempo para que seja atirada longe. Os sintomas do envenenamento por corais são diferentes, porque o seu veneno é de ação rápida, matando em 5 ou 6 horas. No ponto da mordida aparece uma dormência que vai se alastrando, há perturbações da visão e as pálpebras ficam caídas; aumenta muito a salivação; há lágrimas; aparecem líquidos nos pulmões; andar, engolir e respirar tornam-se tarefas cada vez mais difíceis. A vítima, angustiada, entra em coma e morre por asfixia, por paralisação dos músculos da respiração. Para corais, usar o soro anti-mercrúrico. Da Redação RuralNews
Seu José mora na Amazônia há 81 anos. Ele perdeu um dedo do pé devido a uma picada de cobra.Como seringueiro, os momentos mais traumáticos foram com cobras venenosas. "Quase morri três vezes, já fui picado por salamanta, surucucu e jararaca. Naquele tempo não tinha bota, a gente trabalhava descalço mesmo", explica. Foi numa dessas que ele perdeu o dedinho do pé.Foto Com Texto: Fábio Tito;
“Manter a calma”, essa é a principal recomendação feita pela bióloga, veterinária e coordenadora do Biotério da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), em Campo Grande, Paula Helena Santa Rita, no caso de uma pessoa sofrer uma picada de uma cobra peçonhenta. Segundo Paula, a primeira coisa que acontece após uma pessoa ser picada, é o coração disparar. “Quando acontece isso, a circulação acelera e o veneno se espalha para corrente sanguínea mais rápido”, alerta.
Nada de crendice Paula diz que no caso de picada de cobra peçonhenta a vítima em hipótese alguma deve seguir as crendices populares. “Nunca se deve fazer torniquete, furar o local e sugar o veneno. Também não pode tomar nenhum tipo de remédio, pois pode agravar o caso. E pior ainda colocar qualquer tipo de coisa sobre o local da picada. Algumas pessoas chegam a colocar fezes de animal e até borra de café, isso não ajuda em nada e pode complicar o caso”, recomenda.Cuidados Caso uma cobra peçonhenta seja encontrada dentro ou próximo de casa, a recomendação da especialista é evitar qualquer tipo de tentativa de captura do animal. “Se não tiver prática ou algum tipo de treinamento, não deve tentar conter o animal, porque a pessoa pode acabar sendo picada. É preciso chamar a Polícia Militar Ambiental (PMA), o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ou nós aqui do Biotério” disse a bióloga.Redação G1
As imagens mostradas acima nos mostra o resultado de algumas vítimas que já sofreram e ate mesmo morreram devido aos ataques das serpentes.
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